domingo, 3 de janeiro de 2010

A Grande Tributação M t 24:21


Texto bíblico Mateus 24:21

Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.

Introdução

Em Seu discurso no Monte das Oliveiras, respondendo às interrogações dos discípulos, Jesus mencionou a vinda dum período de tributação sem paralelo em toda a história do povo de Deus. Mt 24.21,22. Não devemos confundir essa profecia com os sofrimentos dos habitantes de Jerusalém por ocasião da queda dessa cidade no ano 70, provocada pelos exércitos romanos sob o general Tito. Há várias coisas que não aconteceram em 70 que deverão acontecer em algum tempo futuro, por exemplo a vinda de Cristo logo depois dessa tribulação. Mt 24.30.
Em várias profecias do Velho Testamento encontramos a expressão "o dia do Senhor" que se refere ao juízo de Israel e das nações gentílicas e ao tempo da Grande Tribulação de modo geral. Is 2.10-22; Jl 1.15; 2.1; 3.14; Am 5.18-20. Estas profecias às vezes referem-se a algo que ia acontecer em futuro imediato, no tempo do profeta, mas no entanto o contexto revela que muitas vezes se referem também a um juízo muito remoto e que precede por pouco o tempo da restauração de Israel. Sem dúvida a expressão "o dia do Senhor" refere-se à Tribulação.
Daniel recebeu do Senhor uma revelação especifica sobre este tempo de tribulação no fim deste "século" presente em que temos um vislumbre da relação entre as regiões celestiais e as terrestres.
Ler Mateus 24:3-30
(v 36, Jesus não revelou sua volta porque seria escrito na bíblia e haveria uma grande hipocrisia na igreja) ele sabia como seria só não revelou a data

1. A Duração da Tribulação.

A duração deste período é calculado pelo estudo da passagem em Daniel 9.24-27.
Foi revelado a Daniel na ocasião de sua fervorosa oração. em favor do seu povo, Israel, que "Setenta Semanas" (ou seja, as semanas são semanas de anos e não de dias.
Ex. 1 semana = 7 anos, e de acordo com o calendário Bíblico ou profético.) foram determinadas (ou "marcadas") sobre o seu povo e a cidade santa, Jerusalém. Este período de "Setenta Semanas", ou seja setenta vezes sete anos, corresponde a 490 anos de 360 dias em cada ano. O período teria início com um decreto para reconstruir a cidade de Jerusalém. Tal decreto foi realmente expedido por Artaxerxes, rei da Pérsia, no14 de março do ano 445 a.C. A profecia cumpriu-se com a restauração de Jerusalém no tempo de Neemias 2.1-8. 49 anos depois, quando havia terminado o cativeiro babilônico. (7x7=49anos=7semanas) e Ses¬senta e duas semanas , ou seja 434 anos Este período teve início logo após o primeiro período de 49 anos e continuou sem interrupção até ao tempo quando Jesus, o Messias foi morto. Dn 9.26.

A palavra hebraica "karath", traduzida "tirado" refere-se à crucificação de Cristo, fato que se deu no dia 10 de Nisan, do ano 30 a.D. que corresponde ao dia 6 de abril do nosso calendário. Com esse acontecimento haviam decorrido exatamente as "Sessenta e nove Semanas", ou seja 483 anos. Isso deixa ainda "uma semana" de anos, ou seja sete anos, a se cumprir depois da crucificação de Cristo. Ou seja um período de 7 anos que completará o período de 490 anos previsto na profecia de Dn 9.24-27.
Com a morte de Cristo por crucificação, que significou a recusa total do Messias por parte de Israel, Deus também suspendeu suas relações com esse povo. Israel ficou "quebrado" na sua incredulidade. Rm 11.17.

Temos esperado por dezenove séculos para o início deste Ultimo período de 7 anos da profecia. Agora que Israel está novamente na posse de sua terra, parece iminente a realização desta "semana" que ainda está faltando.

Estes sete anos serão o fim da Dispensação da Graça e durante este período haverá um pacto entre Israel e o Anti-cristo e todos os eventos previstos em Ap 6.1 a 19.21 terão então seu cumprimento.

Esta "semana" terá seu início logo depois do Rapto da Igreja, à segunda vinda de Cristo. O período de intervalo que tem havido entre a 69a. e a 70a. "semana" tem sido o período da Igreja, durante o qual Israel é rejeitado. O plano de Deus foi este que as nações gentílicas tivessem a sua grande oportunidade de encontrar a salvação em Cristo, o Messias.

2. O que acontecerá durante a Grande Tributação, este período de sete anos?

Logo Após o arrebatamento da Igreja a apostasia abrirá caminho para o surgimento do anticristo, também chamado homem da iniqüidade. Trata-se de um governante mundial que chegará ao poder durante os dias da tribulação e fará aliança com Israel por sete anos e reconstruirá o templo. ( Dn 9.27)

O "homem do pecado" fará mediante poder satânico, grandes sinais, maravilhas e milagres a fim de propagar o engano, "Prodígios de mentira" significa que seus milagres são sobrenaturais, parecendo autênticos, para enganar as pessoas e leva-Ias a crer na mentira. Tais demonstrações possivelmente serão vistas no mundo inteiro, pela televisão. Milhões de pessoas ficarão impressionadas, enganadas por esse líder altamente convincente, por não darem a devida importância a Palavra de Deus nem ter amor as suas verdades.

Aparentemente, o início da Grande Tribulação será um tempo de grande prosperidade quando todos estarão pro¬clamando "paz e segurança" (I Ts 5.3), por terem alcançado o estado muito desejado de "Utopia" sob o governo do "super-homem", o grande dirigente político universal que a Bíblia chama de Anticristo. Por meio de suas conquistas militares e sua riqueza, ele terá o domínio do Oriente Médio (Síria, Egito e Palestina) e se colocará como rei em Jerusalém, vers. 40-45.

A verdadeira identificação do Anticristo será conhecida três anos e meio mais tarde, quando ele romper sua aliança com Israel,cujas cláusulas certamente permitiriam o restabelecimento da antiga religião judaica e a reconstrução do Templo no mes¬mo lugar onde Salomão o construiu. Por enquanto o local é ocupado pela Mesquita de Omar, um dos mais sagrados lugares da religião muçulmana.
O Anticristo então erguerá o Santo dos Santos desse Templo reconstruído para profanar o templo, declarar ser deus, proibir a adoração a Deus e assolar a terra de Israel exigindo que os Judeus e o mundo todo o adorem num gesto explícito de rebelião contra Deus. Ele perseguirá severamente quem permanecer leal a Cristo. Controlará o mundo a partir do templo que será usado como centro de seus pronunciamentos.

É o que Daniel e Jesus chamaram "a abominação da desola¬ção". Dn 9.27; Mt 24.15. como os antigos imperadores romanos costumavam fazer, a qual seria obrigatoriamente adorada por todos. Veja Ap 13.15. Assim, a segunda metade da septuagésima "semana" de Daniel será a GRANDE TRIBULAÇÃO propriamente dita. Mt 24.15,21. Em resumo, vemos então como a Grande Tributação concerne diretamente a Israel e constitui o juízo de Deus sobre essa nação em face de sua prolongada apostasia e negligência para com seu Rei, Jesus Cristo, o Messias.

Certos judeus após¬tatas (Dn 12.10) aliar-se-ão a ele, mas um remanescente permanecerá fiel a Deus. Em favor desse grupo Deus agi¬ por meio do anjo Miguel. Dn 12.1. Isso ocorrerá durante a segunda metade desse período de sete anos (Dn 12.7), que o profeta denominou "tempo, tempos e metade dum tempo", significando três anos e meio. O mesmo arcanjo Miguel vem pro¬teger Israel nos últimos dias (Ap 12.7), por ocasião da guerra nos céus. Nota-se que as passagens Ap 12.6,14 e Dn 12.7 são cronologicamente idênticas. Esta peleja espiritual tem por alvo vencer Satanás e preservar a "mulher",(Israel) para que ela não seja destruída nesta derradeira investida do Diabo visando destruir o povo de Israel. Esse esforço da parte das nações, de inspiração satânica, para destruir os judeus, será para esse povo "o tempo da angústia de Jacó".



3. Os Eventos que acontecerão durante a Tributação.

Na segunda parte da Grande Tribulação Deus derrama seus juízos, cada vez mais severos (V. Ap 8:7-12,9:1-20) e a terra sofrerá grandes pragas como o Egito sofreu as pragas nos dias de Moisés.
Isaias 24:17 A terra será de todo quebrantada, ela totalmente se romperá, a terra violentamente se moverá. A terra cambaleará como um bêbado e balanceará como rede de dormir; a sua transgressão pesa sobre ela, ela cairá e jamais se levantará.
Esses juízos virão porque os homens serão mais depravados ainda do que os homens nos dias de Noé e . Gn 6; Mt 24.37-39; Lc 17.22-37; II Tm 3.1-12. Os homens rejeitarão a verdade ao ponto de acreditar no "engano de injustiça" propagado pelo Anti-cristo, que resultará em sua condenação. 2 Ts 2.8-12; II Pe 3.1-9. Mesmo depois que se iniciaram esses juízos terríveis sobre os homens, esses desafiarão ao próprio Deus.
Ap 9.20,21, 6.2-11; 17.1-18; 18.1-24. Não há palavras para descrever a rebelião e a iniqüidade praticadas pelos homens durante este período da tribulação.
Zc14:12 ( Esta será a praga com que o Senhor ferirá a todos os povos que guerrearem contra Jerusalém: a sua carne se apodrecerá, estando eles de pé, apodrecer-se-lhes-ão os olhos nas suas órbitas, e lhes apodrecerá a língua na boca.)

Jr 25:33 Os que o Senhor entregar à morte naquele dia se estenderão de uma a outra extremidade da terra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados; serão como esterco sobre a face da terra.

Ez 39:12-14 Durante sete meses, estará a casa de Israel a sepultá-los, para limpar a terra. Sim, todo o povo da terra os sepultará; ser-lhes-á memorável o dia em que eu for glorificado, diz o Senhor Deus. Serão separados homens que, sem cessar, percorrerão a terra para sepultar os que entre os transeuntes tenham ficado nela, para a limpar; depois de sete meses, iniciarão a busca.

2 terço=4 bilhões ficaram 2 bilhões na Terra

No fim deste período, quando Jerusalém estiver cer¬cada pelos exércitos nas nações aliadas sob o Anti-cristo, ler (Zc 14.1-4; Jl 3.9-17), e quando Israel não dispuser de mais nenhum meio de resistência, e quando parecer que Israel desaparecerá como nação e sendo totalmente destruído, nesse momento esse povo se arrependerá, invocando o nome do Senhor, pedindo-lhe socorro. Is 64; Zc 12.8-10. O Senhor se manifestará do céu, vindo como seu Libertador e vingando-se dos seus inimigos.

Ele julgará as nações e implantará seu glorioso governo de 1.000 anos de paz sobre a terra. A capital desse governo será a própria cidade de Jerusalém. Mt 24.27-31; 25.31-46.

Conclusão

A Grande Tribulação será ao mesmo tempo um processo de refinamento para preparar alguns para receber Cristo e expurgar os rebeldes entre eles. A Tribulação também afetará o mundo todo, pois o problema do povo judeu é um problema mundial. Durante a Segunda Guerra Mundial o ditador alemão Hitler ordenou o massacre de 6 milhões de judeus. Foram asfixiados em câmaras de gás e seus corpos cremados. tremendas proporções constitui ao menos uma parte do cumprimento das profecias a respeito do povo de Israel.
O novo Estado de Israel foi reconhecido em 1948 pela Organização das Nações Unidas. As quatro guerras entre Israel e as nações árabes, em 1948, 1956, 1967 e 1973, têm sido causa de agitação e preocupação em todos os meios políticos em todo o mundo. Não deixam de ser sinais dos tempos da Tributação que estão chegando. Já se nota as características dos dias descritos no livro do Apocalipse.

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