quinta-feira, 16 de junho de 2011

A HISTÓRIA NO PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO

A HISTÓRIA NO PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO
C. 400-5 a.C.
A decadência do Império Pérsa (400-333 a.C.)

A Pérsia foi o instrumento que, permitiu ao povo judeu, após o castigo, retomar à sua terra, e que o ajudou a restabelecer sua antiga maneira de viver, Os judeus eram governados por sacerdotes, que por sua vez eram submissos ao governo da Síria, o qual havia tomado posse da Palestina. Os sacerdotes constituíam a liderança espiritual e civil da nação. Uma assembléia formada por diversas classes de líderes, o Sinédrio, reunia-se em conselho com os sacerdotes e lhes fiscalizava o poder.
No âmbito religioso, os escribas substituíram os profetas na guarda e na reprodução (cópias) das Sagradas Escrituras. A Pérsia chegou ao auge do poder por volta de 500 a.c. A decadência começou na época de seu quinto imperador, Artaxerxes I, mencionado em Neemias.
A base de poder aos poucos foi se deslocando da Ásia para a Europa, e a Grécia tornou-se potência mundial.

GRÉCIA
POTÊNCIA MUNDIAL
333-63 a.C.
Terceiro império mundial profetizado por Daniel

Em 334 a.c., Alexandre, o Grande, derrotou os persas. Mais tarde, apossou-se do norte da África e conquistou Jerusalém. Ele dispensou bom tratamento aos judeus e incentivou-os a se estabelecer em outras cidades, principalmente em Alexandria, no Egito.

Em 301 a.c., após a morte de Alexandre e um período de conflitos internos, o império foi dividido entre quatro generais. A Ptolomeu do Egito coube a Palestina, bem como a Líbia e a Arábia. Seleuco, outro dos generais, ficou com a Síria e os países asiáticos não pertencentes a Ptolomeu. Por isso os selêucidas procedem da Ásia e os ptolomeus da África. 
Os judeus palestinos tinham sacerdotes próprios, tal como na época da dominação persa, mas agora tinham de pagar tributo ao governo egípcio. Ptolomeu trouxe milhares de judeus da Palestina para o Egito, concedendo-lhes liberdade religiosa e direitos de cidadão. 
A cultura grega predominava ali, a tal ponto que os judeus tinham dificuldade para manter a separação. Por volta de 280 a.c., um grupo de sábios judeus iniciou a tradução do Antigo 
Testamento hebraico para o grego, a linguagem universal na época, de modo que os judeus de Alexandria e de outros lugares pudessem aprender o idioma. Setenta e dois homens trabalharam na tradução, e foi um acontecimento sobrenatural: cada tradutor. produziu as mesmas palavras e frases, como se todos fossem controlados por uma mão invisível. O trabalho levou 150 anos para ser concluído e é conhecido como a Septuaginta  (ou Tradução dos Setenta). 
Havia entre os judeus duas facções: a helenista e a anti-helenista. Os helenistas tinham pouco apreço à religião. Seguiam padrões seculares e eram intelectualizados, sofisticados e conformados com o mundo. Mais .tarde, tornaram-se conhecidos como saduceus, que não acreditavam no sobrenatural. Os anti-helenistas repudiavam qualquer um que fizesse objeção ao judaísmo tradicional e tinham orgulho de sua ortodoxia. Mais tarde, vieram a ser conhecidos como fariseus. 
Em 204 a.c., morreu o último Ptolomeu influente, e os selêucídas, seus rivais, começaram a tomar o controle da Palestina, Foi Antíoco, o Grande, quem arrebatou definitivamente a Palestina das mãos de um rei fraco do Egito. Seu filho, Antíoco I (o "pequeno chifre'" de Dn 8), propôs-se a fundar um grande império para si. Seu objetivo era helenizar o mundo. Na Palestina, substituiu a espiritualidade pelo materialismo. Declarou o judaísmo ilegal, profanou o Templo, aboliu a odoração a Iavé e promoveu o paganismo, com todo seu sacrilégio e imoralidade. Mais tarde, em 168 a.c., obrigou os judeus a sacrificar a outros deuses em altares pagãos (Dn 11.21-35). Os judeus então se organizaram para fazer oposição ao decreto do rei. 
Matatias, um velho sacerdote, resistiu e matou alguns oficiais síríos. Seu filho, Judas Macabeu, tornou-se líder militar dos judeus e organizou o partido anti-helenista. Milhares de judeus morreram no conflito daí resultante, inclusive Judas. Seus dois irmãos, Jônatas e Simão, assumiram a liderança e lutaram para devolver a independência política e a liberdade religiosa ao seu povo. Por essa época, os judeus iniciaram as negociações de uma aliança com os romanos, que em troca Ihes garantiriam a independência. Por volta de 25 de dezembro de 164 a.C., os judeus purificaram e reconsagrararn o Templo. Os faríseus e saduceus dividiram-se definitivamente em partidos.


ROMA - POTÊNCIA MUNDIAL
                                                                      63 a.C.-476 d.C. 
Quarto império mundial profetizado por Daniel

A guerra civil estourou numa Palestina liderada por dois irmãos rivais. Um deles, Aristóbulo, detinha o poder em Jerusalém e rebelou-se contra Roma. Pompeu logo sitiou a cidade, em 63 a.C., e a tomou. Doze mil judeus perderam a vida. Pompeu nomeou Hircano, o outro irmão, governador da Palestina exigindo dele um tributo ,a ser pago .anualmente. Herodes reinou de 37 a.c. a 4 a.c. E foi ele quem ordenou a matança dos meninos de Belérn. No ano 20 a.c., deu início à reconstrução do Templo em Jerusalém (v. Jo 2.20), em parte para agradar os judeus e em parte para se promover. 
Leon J. Davis 
©1960, de Scripture Press Foundation. 
Datas aproximadas da linhagem remanescente de Cristo 
• C. 421 " a.C. Nascimento de Eliaquiin (1ª." geração)
• C. 375" a.c. Nascimento de Azor (9ª. geração)
• C .329" a.c. Nascimento de Zadoque (8ª." geração)
• C. 283* a.c. Nascimento de Aquim (7.ª geração)
• C.237" a.C. Nascimento de Eliúde (6.ª geração)
• C. 191* a.C. Nascimento de Eleazar (5.ª geração)
• C. 145* a.c. Nascimento de Matã (4.ª geração)
• C. 99" a.c. Nascimento de Jacó (3.ª geração)
• C. 53" a.c. Nascimento de José (homem que Deus escolheu para criar seu Filho; 2.ª geração)

A genealogia de Mateus 1 omite Acazias, Ioás, Amazias (v: 8) e Joaquim (v. ll). A genealogia de Lucas 3 acrescenta Cainã (v. 36) entre Salá e Arfaxade. Trata-se provavelmente de erro do copista, que repetiu o Cainã do início (61.ª geração), já que Arfaxade tinha apenas 35 anos quando Salá nasceu. 
A linhagem de Maria - à partir de Davi até Jesus - está registrada em Lucas 3.23-31 (v- p. 1023). 

DIFERENÇAS ENTRE AS GENEALOGIAS DE LUCAS E MATEUS

De Abraão a Davi, as genealogias são idênticas. A partir daí, Lucas segue a linhagem sacerdotal. As famílias real e sacerdotal realizaram casamentos entre si diversas vezes. A primeira fusão ocorreu quando Arão, ó primeiro sumo sacerdote, uniu-se à realeza pelo casamento. Ele casou-se com Eliseba, filha de Judá (Êx 6.23). O irmão de Eliseba, Naassom, era de linhagem real (Mt 1.4).

Outro exemplo de fusão das duas famílias ocorreu quando Davi se casou com Bate-Seba, de família sacerdotal. A genealogia de Lucas relaciona vários sumos sacerdotes. Finalmente, José, que era da família de Judá, casou-se com Maria, da família de Arão. Ela era de família sacerdotal por ser prima de Isabel (Lc1.5,36). 

Zacarias, pai de João Batista, era sumo sacerdote, porque só este podia oferecer incenso (Êx 30.7). Portanto, ele ocupava esse cargo (v. Êx 30.30; 40.13; Nm 18.7; Dt 10.6). 
Uma vez por ano, o sumo sacerdote adentrava sozinho o Santo dos Santos para apresentar o, sangue do sacrifício e assim expiar os pecados do povo. Era o Dia da Expiação, 10 de outubro, quando todo o povo orava do lado de fora até o momento de oferecer incenso (Lc 1.10). Zacarias estava sozinho quando Gabriel lhe apareceu, e o povo aguardava a notícia de que seus pecados haviam sido perdoados (Lc 1.10).

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